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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como remover entradas inúteis de mime-type no Debian

De algum tempo para cá, vinha notando que a saída do apt-get estava muito grande. Olhando com mais calma, notei que todas as atualizações vinham com essas mensagens no final, embora meu sistema estivesse funcionando corretamente.

Unknown media type in type 'all/all'

Unknown media type in type 'all/allfiles'

Unknown media type in type 'uri/mms'

Unknown media type in type 'uri/mmst'

Unknown media type in type 'uri/mmsu'

Unknown media type in type 'uri/pnm'

Unknown media type in type 'uri/rtspt'

Unknown media type in type 'uri/rtspu'

Unknown media type in type 'fonts/package'

Unknown media type in type 'interface/x-winamp-skin'


Chato que sou fui ver que merda era essa. Descobri que um arquivo .xml de mime-types do KDE estava cagando tudo. Para encurtar a história, abra como root o arquivo /usr/share/mime/packages/kde.xml e procure pelas entradas dos mime-types desconhecidos e delete-as.

Um exemplo:

lt;mime-type type="interface/x-winamp-skin">
<sub-class-of type="application/zip"/>
<comment>compressed Winamp skin</comment>
<glob pattern="*.wsz"/>
</mime-type>


Apague cada uma delas, e se você tiver dúvida se apagou tudo, rode o comando:

#update-mime-database /usr/share/mime


Não tenho certeza, mas esse método também deve funcionar nos inúmeros derivados do Debian.
Após apagar todas as entradas, você não terá mais a chatice dessas mensagens.
As férias estão boas, então tenho de ir. Até a próxima.

domingo, 21 de novembro de 2010

Serviço: MPlayer no Debian Squeeze com NVidia

Quem usa placas low-end da NVidia no Linux, já deve ter visto essa frase:

mplayer: error while loading shared libraries: libvdpau.so.1: cannot open shared object file: No such file or directory

O MPlayer do debian-multimedia tem o libvdpau como dependência, que não é provida pelo driver NVidia proprietário, já que o VDPAU é uma alternativa livre para as placas GeForce, junto com o nouveau e o nv.

Aí você conclui: Vou remover o debian-multimedia e reinstalar o MPlayer. Certo? Talvez. Mas você pode receber essa notícia no seu terminal:

mplayer: relocation error: mplayer: symbol codec_wav_tags, version LIBAVFORMAT_52 not defined in file libavformat.so.52 with link time reference

E agora? O que fazer?
Simples. Remova tudo. Eu disse TUDO relacionado a libs, players e codecs que você tenha instalado do debian-multimedia. Na dúvida, eu passei o rodo, por pouco não sobrava nem o mpg123.
Normalmente vai ffmpeg, sox, GStreamer e cia, tudo por água abaixo.

Reinstale tudo. E depois adicione o repo multimedia e instale o MEncoder, w32codecs e qualquer outra coisa que você queira de lá. Tudo ok, o MPlayer já deve estar funcionando. Desabilite o debian-multimedia and be happy.

Eu deixava o multimedia habilitado direto. Só que de acordo que iam saindo os updates, ia se formando uma salada de libs e dependências desencontradas que chegava uma hora que a vaca ia para /dev/null. Aí, passei a usar o procedimento descrito acima e tudo mudou.

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Placa FX5500 no Squeeze

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Configurando a NVidia FX5500 no Squeeze[UPDATE]

Sim, é uma placa velha, mas o procedimento abaixo deve servir, com algumas alterações para vários modelos da NVidia.

Sem maiores delongas, vamos ao que interessa, caro leitor.

Atualize o sistema e instale as dependências:

#apt-get update && apt-get upgrade
#apt-get install linux-headers-`uname -r` gcc-4.3 build-essential xserver-xorg-dev xserver-xorg-core


Baixe a última versão do driver em http://www.nvidia.com

Faça backup do /etc/X11/xorg.conf
Saia para um terminal com Ctrl + Alt + F1.

Mate o GNOME (eu preferia Gnome) com o comando abaixo e logo após ajuste a variável de ambiente CC

#/etc/init.d/gdm stop
#export CC='gcc-4.3'


Vá até a pasta onde você salvou o pacote instalador do driver e digite:

#sh NVIDIA-Linux-x86-xxx.run

Onde xxx é a versão do driver usado.

Siga as instruções da tela e tudo deve dar certo.

Surprise!

Como você vai ver, se seu monitor for widescreen, a resolução ficará uma porcaria, tipo 1280x1024, resultando quase sempre em fontes borradas e cansativas. Se isso te incomoda tanto quanto a mim, abaixo segue a solução.

Aí que vem the cat jump (ou não, se você já souber disso, mas eu nem sabia desse recurso, desde o bom e velho Ubuntu 6.10).

Usando a ferramenta gtf do pacote xserver-xorg-core, geramos uma modeline que será usada no xorg.conf posteriormente. Por exemplo, para gerar uma configuração para o modo 1280x80@60Hz, é só digitar:

#gtf 1280 800 60

A saída será algo como isso:

# 1280x800 @ 60.00 Hz (GTF) hsync: 49.68 kHz; pclk: 83.46 MHz
Modeline "1280x800_60.00" 83.46 1280 1344 1480 1680 800 801 804 828 -HSync +Vsync


Então é só adicionar essas linhas no xorg.conf na seção "Monitor"

Section "Monitor"
Identifier "Configured Monitor"

# 1280x800 @ 60.00 Hz (GTF) hsync: 49.68 kHz; pclk: 83.46 MHz
Modeline "1280x800_60.00" 83.46 1280 1344 1480 1680 800 801 804 828 -HSync +Vsync
Option "PreferredMode" "1280x800_60.00"
EndSection


E adicionar o modo na seção "Screen", dessa forma:

Section "Screen"
Identifier "Default Screen"
Monitor "Configured Monitor"
DefaultDepth 24
SubSection "Display"
Depth 24
Modes "1200x800_60.00"
EndSubSection
EndSection


Esse procedimento serve para configurar qualquer resolução suportada pelo seu monitor, que não seja configurável diretamente pelo xrandr ou nvidia-settings.

See ya later.

Update:
Se o processo acima não funcionar tente executar esse procedimento e depois repita a instalação.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Compilando o TrueCrypt no Debian Lenny

Usar o TrueCrypt no Lenny, uma ótima ferramenta open-source de criptografia de dados é fácil. Instale as dependências, com o comando abaixo:

#apt-get install build-essential dmsetup libwxgtk2.8-dev libwxbase2.8-dev libfuse-dev libopencryptoki-dev wx2.8-headers libopencryptoki0 fuse-utils libfuse2 libwxgtk2.8-0



Baixe os fontes nesse link e descompacte em /opt/.
Baixe os headers do PKCS em ftp://ftp.rsasecurity.com/pub/pkcs/pkcs-11/v2-20
e salve em /opt/pkcs/

Vá até a pasta /opt/truecrypt-6.3a-source/ e compile o pacote com:

#make PKCS11_INC="/opt/pkcs/"



Se tudo der certo, o executável ficará em /opt/truecrypt-6.3a-source/Main

Daí, você copia para /usr/bin e usando o visudo, adicione esse linha ao arquivo sudoers e salve.

seuusuario ALL=/usr/bin/truecrypt


Pronto! Agora é só trancar seus arquivos e guardá-los com segurança.
Postarei em breve sobre a utilização desse excelente aplicativo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

How-to: Web Radios via screenlet

Gosto muito de web radios. Elas são grátis, livres de interferências, independentes de localização geográfica e altamente segmentadas, significando nesse caso, que posso deixar uma web radio tocando por dias inteiros ouvindo o meu estilo favorito, o que é impossível em uma rádio comercial.

Fora a vantagem de não tropeçar por acidente em um grupo de pagode, o que seria no mínimo lamentável, posso ouvir músicas de qualquer parte do mundo civilizado em tempo real, sem precisar de nenhuma aparelhagem específica, como um short-wave receiver. O que não quer dizer que eu não queira um.

Uma grande ajuda ao meu passatempo, foi um screenlet, que centraliza todas as minhas rádios favoritas, entre as quais a PolskaStacja e a WWOZ de New Orleans.

Para os adeptos do Debian way of life, basta:

#apt-get install screenlets

Selecione no gerenciador de screenlets o Radio, clique em launch e pronto.

Que pronto, nada! Como você pode ver, várias rádios não funcionam e muitas você não quer ouvir, o que fazer?

Fácil! É só editar o xml de configuração do screenlet, o que vamos ver em seguida. O que não é sempre tão simples, é descobrir qual é a verdadeira url do streaming. Na PolskaStacja é mole, basta copiar o link do botão da página, já na WWOZ a coisa não foi assim tão simples, o link aparente não funcionava, o que solucionei clicando em Listen, e quando o browser perguntava o que fazer com o arquivo m3u, descobri o link correto.

Com o link da rádio em mãos (ou em bytes), faça backup do arquivo /usr/share/screenlets/Radio/menu.xml e o edite-o como segue abaixo:

O arquivo possui diversas tags 'item label' aninhadas, com um pouco de atenção você manja onde deve adicionar as tags para as novas rádios.

A tag tem essa forma geral:

<item label="nomedaradio" id="urldoarquivodestreaming nomedaradio" />



Exemplos para facilitar:

<item label="PolskaStacja Jazz" id="http://www.polskastacja.pl/play/jazz.pls PolskaStacja Jazz" />
<item label="PolskaStacja Blues" id="http://www.polskastacja.pl/play/blues.pls PolskaStacja Blues" />
<item label="WWOZ" id="http://wwoz-sc.streamguys.com/wwoz-hi.mp3.m3u WWOZ" />


O espaço após as aspas finais é necessário.

Lembre-se, existem vários formatos de streaming diferentes, e cada um tem de rodar no mplayer da sua máquina para que ele seja aceito pelo screenlet. Certifique-se que todos os codecs estejam instalados corretamente. Para Debian temos muita coisa no repo Multimedia.

Agora é só dar play e curtir sua rádio favorita. O próximo passo é descobrir como fazer o screenlet atualizar o perfil do last.fm

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tenha seu próprio HAL com o festival.

Quem já viu 2001 - Uma Odisséia no Espaço?

E quem já viu o filme sem ficar com vontade de ter um HAL 9000 em casa? Eu, pelo menos, fiquei doido para ter um.

É claro que tê-lo em casa não é uma das escolhas mais espertas a se fazer, vide o ocorrido no filme, mas pelo menos gostaria de ter um computador que verbalizasse algo, ao invés de usar simples janelas pop-up ou bips.

Então, graças ao festival, um framework genérico de sintetização de voz da Universidade de Edimburgo,  podemos ter nosso próprio HAL (sob controle, se você estiver usando Linux).

Vamos lá:

#apt-get install festival

Após instalá-lo, vamos começar a usar.

gama@gamahouse:~$ festival
Festival Speech Synthesis System 1.96:beta July 2004
Copyright (C) University of Edinburgh, 1996-2004. All rights reserved.
For details type `(festival_warranty)'
festival>


Digite (SayText "Hello, I'm glad to serve you!")

Não é demais?
Mas dessa forma, não é muito prático para se trabalhar, então usaremos a flag --tts que nos permite usar qualquer texto como entrada, e até mesmo pipes e redirecionamento.

Por exemplo:

$date | festival --tts

Para facilitar ainda mais, podemos criar um script para que o festival converta qualquer texto.

$nano speaker.sh
$#!/bin/bash
echo $1 | festival --tts
^O
^X
$chmod +x speaker.sh


Pronto, agora é só rodar o script com ./speaker 'Hello, World!' ou ./speaker $(date), ou qualquer outra coisa.

Estou usando para que o wget me avise quando os downloads são concluídos.

Você pode usá-lo para ler logs, notificar verbalmente uma tentativa de invasão ou simplesmente você pode dar um susto em alguém em casa acessando sua máquina via SSH e mandando alguma mensagem.

As possibilidades só dependem de sua imaginação e conhecimento de Shell Script. A minha bagagem de Shell Script ainda é pequena, por isso dei poucos exemplos.

Lembre-se, isso só serve para tornar seu computador mais divertido, não leve isso a sério demais. E mais, não espere ter a voz do Douglas Rain em sua máquina

Em breve, vou postar sobre como instalar mais vozes no festival.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Instalando e configurando o ddclient no Debian e cia.

Após conseguir seu usuário e senha no DynDNS, logue-se como root em um terminal e digite:

#apt-get install ddclient

Após digite:

#nano /etc/ddclient.conf

E edite o arquivo para que ele fique dessa forma:

#Habilita o ssl
ssl=yes
#Número de segundos entre cada atualização
daemon=300
pid=/var/run/ddclient.pid
protocol=dyndns2
use=web,web=http://checkip.dyndns.com/,web-skip='IP Address'
server=members.dyndns.org
login='seuusuario'
password='suasenha'
seudominio

E finalmente digite:

#/etc/init.d/ddclient restart

Pronto! Daemon ddclient configurado!

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